Ansiedade de Separação: como lidar com cães que tem medo de ficar sozinho em casa?

Blog_dez_BPF

A rotina de muitos tutores de cães é bastante corrida e cheia de responsabilidades, e nada é melhor do que chegar em casa e receber aquele “lambeijo” do pet e sentir o carinho que ele tem para dar, porém já parou para pensar como ele fica sozinho em casa? Se ele se sente triste ou desanimado? É preciso ter atenção a alguns sinais, pois seu cãozinho pode desenvolver ou sofrer da ansiedade de separação, a chamada SAS. Esse problema trata-se de uma série de comportamentos manifestados pelos cães quando deixados sozinhos e pode ser desenvolvido desde filhote, na ninhada, com a mãe e os irmãos e posteriormente com a socialização na casa. Um dos maiores fatores de risco para o desenvolvimento da SAS é relação de dependência do pet com o tutor. Mas, como é possível identificar essa síndrome? Conheça alguns sinais.

  • O cãozinho fará xixi e cocô em locais totalmente diferentes dos usuais, como por exemplo, o sofá, a cama do dono ou na porta;
  • Uivará, chorará ou irá latir em excesso;
  • Adotará um comportamento destrutivo, como arranhar o sofá, destruir almofadas e morder objetos pessoais dos tutores;
  • Ficará muito hiperativo;
  • Terá perda de apetite e não comerá até o tutor chegar em casa.

 

Ao identificar esses comportamentos no seu cãozinho, é necessário procurar entender o que originou esse problema, se foi algo que aconteceu quando era bem filhote ou desenvolveu-se com a criação. Quando a origem for constatada o tutor precisará modificar a relação com o pet, como:

 

  • Criar uma rotina de exercícios com o animalzinho;
  • Desenvolver um treino de obediência, através da recompensa;
  • Modificar os estímulos antes da partida do tutor e na chegada, para que o pet entenda que não tem problema sair, pois ele irá retornar. No começo, o tutor pode sair pequenos períodos de tempo e retornar, para que o cãozinho entenda;
  • Evitar saudar excessivamente o cão, pois esse comportamento pode reforçar negativamente;
  • Realizar os mesmos movimentos que o tutor faz para sair e não realizar o ato, auja o pet a se acalmar sempre que ele for sair;
  • O mais importante: não puna seu pet por qualquer comportamento errado que fizer, isso só prejudica o tratamento.

 

Portanto, fique atento a todos os sinais que seu pet dá, procure ajuda de algum veterinário ou adestrador especializado em comportamento animal. Eles poderão lhe orientar e melhorar ainda mais o convívio entre você e seu cãozinho.